Crédito para empresas encolhe diante da crise

04.12.2015
 
​Recessão econômica, inflação e juros altos impactam na capacidade dos empresários de honrar os compromissos financeiros. Especialistas discutem sobre qual é o panorama real da inadimplência e do aumento da taxa de juros, bem como quais são as melhores estratégias de concessão e recuperação de crédito em momentos desafiadores.

“Para Rodrigo Jimenez, CEO da Euler Hermes Brasil, empresa de seguros de crédito comercial, ter acesso a informação e antecipar tendências passa a ser chave na gestão de crédito e fluxo de caixa em momentos de crise econômico. “O seguro de crédito, por exemplo, é uma excelente ferramenta para auxiliar as empresas a escolherem melhor para quem e quanto vender. A crise não quer dizer necessariamente retração, mas sim escolher melhor os parceiros de negócio, maximizando a probabilidade de recebimento e minimizando os impactos que o atraso de pagamento gera nas empresas”, elucida Jimenez, ressaltando que, mesmo diante de um cenário desafiador, a demanda por seguro de crédito cresceu.

Quando comparado com 2014, este ano representou um aumento de 40% no interesse de seguro de crédito. “O interessante é que temos notado uma procura muito maior por parte de empresas nacionais de médio porte, tanto com foco no mercado interno quanto exportadores”, completa Jimenez.

O diretor de Risco da Euler Hermes Brasil, Marcelo Oliveira, também colabora no entendimento das oportunidades que se abrem em momentos de crise. “Abertura de novos mercados consumidores, lançamento de novos produtos e serviços mais adequados ao momento econômico, reavaliação de processos produtivos e custos estão entre as oportunidades que aparecem diante da crise. Empresas com baixa ou nenhuma governança corporativa e que não adotam um expediente maior de transparência junto aos seus parceiros de mercado costumam ser as mais afetadas no acesso a crédito”, esclarece o executivo.

Especialistas não acreditam em uma melhora para 2016. O CEO da Euler Hermes Brasil aposta em mais um ano desafiador. “Destaco novamente que a informação sobre o crédito das empresas e a proteção dos recebíveis são itens fundamentais para que as empresas possam operar e otimizar seus resultados nos momentos de dificuldade. O Brasil tem muitas oportunidades e muitas empresas com boa gestão financeira. Ficar parado somente agravará a crise. É hora de reciclar e buscar a eficiência financeira”, observa.”

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